Diário Liberdade - A música clássica é percebida como elitista, mesmo frequentemente em contraposição à música popular. Por que?

Isabel Rei Samartim - Porque a construção de sentido até agora tem sido obra das elites. A música não escapa à narração da sua história por parte dos dominadores. O que entendemos por "música clássica" é, na maior parte, música de outras épocas e quase sempre doutros países diferentes ao nosso. Temos de decidir se assumimos o discurso da elite, se nos é suficiente com essa explicação macdonalizada da música, ou se decidimos encontrar-nos com ela de uma maneira mais autêntica. @s chamados grandes da música clássica costumaram ser pessoas humildes: Bach era um escravo que foi preso até cumprir um contrato, Mozart e Beethoven eram gente pobre que passou fome na sua vida. Isso sem esquecer o machismo da narração elitista. Desde Cristina de Pisano até às irmãs Boulanger, passando pelas Bárbara Strozzi e Clara Schumann, as mulheres tiveram de fazer-se a si mesmas, lutando contra tudo e contra todos para construir um espaço como mulheres e músicas. Elas também fazem parte disso que conhecemos como música clássica.

 

Entrevista completa no Diário Liberdade.

 

Notícia no Diário de Notícias da Madeira

28 de setembro de 2014

 

 

01/10/2014 Notícia na web do Diário de Notícias

02/10/2014 Notícia na web do Diário Cidade

 

 

Crítica da revista Udine Teatro, do XXX Festival Internazionale di Chitarra Udine (Friuli, Itália) organizado pelo Centro Culturale Fernando Sor (Roma).

 

Anteriormente:

Programa

Poemas sobre o concerto

 

 A gravação foi patrocinada pela Direção Regional de Educação, da Região Autónoma da Madeira. Contém música para guitarra, ou segundo a denominação da época, viola francesa, de autores conhecidos e anónimos, achada na ilha da Madeira.

O disco inclui uma peça gravada com braguinha/machete e guitarra acompanhante do autor madeirense de música para este instrumento, Cândido Drumond de Vasconcelos.

Ouvir em áudios.