Em 11 de março de 2019, três dias depois da greve e manifestação internacional feminista do 8M, o IES Castro Alobre de Vila Garcia de Arousa iniciou a sua Semana da Mulher com vários eventos, entre eles uma conferência-concerto sobre mulheres guitarristas galegas. Avelina Valladares, Rosalia de Castro e Paz Armesto de Quiroga foram as protagonistas deste repasso pela história da guitarra galega do século XIX. Ao finalizar o evento iniciou-se uma mesa redonda feminista As grandes esquecidas em que também foram lembradas, entre as mulheres científicas esquecidas, mais mulheres músicas.

 

      No IES Anton Losada Dieguez da Estrada (Galiza) decorreu no dia 15 de janeiro de 2019 a conferência-concerto sobre Mulheres guitarristas galegas. O evento girava em torno à figura da poeta e música estradense Avelina Valladares e também saíram Rosalia de Castro e a lucense Paz Armesto de Quiroga. Todas elas fazem parte da minha tese de doutoramento intitulada A Guitarra na Galiza, ainda em elaboração e inscrita na USC.

Notícia no blogue Retellador do IES Losada Dieguez da Estrada 

Imagens no blogue Retellador do IES Losada Dieguez 

 

Sala de atos do IES Losada Dieguez (A Estrada).

 

O próximo sábado, dia 21 de julho de 2018, terá lugar o segundo recital na Casa Grande dos Valladares em Vilancosta (Berres, Galiza).

O primeiro tinha sido em 13 de outubro de 2012, dentro do ciclo Espazos Sonoros. Aqui o vídeo-resumo daquela sessão:

 

 

 

O poeta Gilberto Cardoso Dos Santos interessou-se pela Galiza e quis fazer esta entrevista que agora publica no blog da Associação de Escritores e Poetas de Santa Cruz, APOESC, do estado do Rio Grande do Norte. Um forte abraço para o Brasil, para Santa Cruz e as leitoras/es do blog.

 

 

GCS.: Ilustre entrevistada Isabel Rei Samartim:

Moro em um país cheio de galegos. Em toda localidade há alguém que por causa da cor da pele é chamado de galego ou galega. Alguns são apelidados de galego sarará. Temos até uma música que se tornou clássica no Brasil chamada “Galeguim do zoi azu”, gravada por Genival Lacerda. Hoje mesmo troquei umas palavras com o Galego da Quentinha. Disse-lhe:

- Você sabia que há um lugar onde os moradores são chamados de galegos?

- Que país é esse, perguntou-me ele bastante surpreso.

- Trata-se da Galícia, ou Galiza.

Sem conter o espanto e certa incredulidade, indagou:

- Quer dizer que lá só tem gente de minha cor?

- Não, expliquei-lhe. – Assim como na África nem todos são negros, lá há morenos, loiros, negros... No entanto, parece haver uma predominância de pessoas da sua cor, não sei ao certo.

Finalizamos a conversa, e ele retirou-se bastante admirado com o que ouvira.

Inicio esta conversa pedindo-lhe que comente a respeito disto, pois imagino que você já esteja ciente dessa realidade no Brasil e tem condições de nos dizer a causa.

 

Isabel: Galiza é esse lugar onde os moradores se chamam de galegos, quer dizer, galego é um gentílico, uma palavra que designa os indivíduos segundo o seu local de procedência e não somente um adjetivo a indicar a cor da pele. É bem certo que @s galeg@s, como a maior parte de europeus, costumamos ser pessoas de pele clara, mas existem galeg@s de todas as cores, tanto na Galiza quanto no mundo, pois a nossa população está também muito estendida devido às contínuas emigrações. É possível que essa ideia do galego ser pessoa de pele clara se tenha formado na afluência da emigração galega ao Brasil. Não parece casual que precisamente o nosso gentílico, hoje desconhecido no Brasil, tenha sido a palavra escolhida para representar pessoas que são como nós. Por significar "cor da pele" ele passou a ser aplicado a todo tipo de pessoas com essas características. Acho muito simpático que no Brasil pessoas com apelido alemão, italiano ou inglês sejam adjetivadas de "galegos". É a grandeza do Brasil, país-continente que para os galegos da Galiza é nosso grande netinho querido.

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Cara B: Os problemas mentais continuam a ser uma cara B em muitos âmbitos das sociedades. E na história da música podemos achar verdadeiras joias... na cara B dos discos.

Recital benéfico em favor d@s pacientes com transtorno mental. 10 de outubro de 2016, às 10h no Hospital Psiquiátrico de Conjo, em Compostela (Galiza).