Ainda à espera da defesa da tese, com o tempo em adagio molto lento devido à Covid-19, saem do prelo provisório e promissor os primeiros exemplares da tese A guitarra na Galiza, inscrita na Universidade de Santiago de Compostela, onde se relacionam as atividades, documentos e iconografias guitarrísticas existentes na Galiza entre os séculos XII e XIX.

Espero ter mais e boas notícias nas próximas semanas.

 

      

 

 

A Revista Portuguesa de Educação Artística publica no seu vol. 9, núm. 1, p. 45-71, o meu artigo intitulado:

Apontamentos para uma História das Violas/Guitarras Insulares e Peninsulares

em que tento fazer uma análise crítica do que acontece com a família do nosso cordofone dedilhado na península e como lhe afetaram os conceitos políticos que lhe foram atribuídos. Comento os manuscritos madeirenses gravados no Funchal em 2013 e publicado o CD em 2014. Também faço uma breve apresentação de alguns dos fundos musicais galegos para viola/guitarra.

RPEA - Revista Portuguesa de Educação Artística (resumo do artigo).

PDF (artigo completo).

CD A viola no século XIX: Música de salão na Madeira.

Artigo publicado na revista A Estrada. Miscelánea histórica e cultural, 2018, n. 21, 287-310.

 

 

 

 

O artigo poderá ler-se completo em linha a partir de dezembro de 2019, aqui:

http://dspace.aestrada.com/jspui/handle/123456789/68

 

 

 

Loureiro Verde é o novo livro de música para guitarra do ourensano Manuel Herminio Iglesias Vázquez. Publicado por Dos Acordes, no prólogo que escrevi para a sua apresentação há uma breve história do seu percurso:

 

Prólogo do Loureiro Verde

 Conheci a música para guitarra de Manuel Herminio Iglesias em 2003 durante o curso em que trabalhei como professora no Conservatório de Ourense. Um bom dia, revisando partituras na biblioteca, achei aquele caderno branco adornado com um desenho de Juan Manuel Lazcano, publicado uns anos antes e intitulado Cantigas galegas. Catorce pezas para guitarra. Álbum primeiro. O assombro que senti rivalizava com a necessidade de tocar música galega no meu instrumento. As guitarristas que nascemos no último terço do século XX fomos privadas de conhecer a nossa tradição guitarrística, substituída pela castelhano-andaluza vendida como espanhola que, se bem era interessante, também imprimia no instrumento uma forte marca alheia à cultura galega. Por isso ao abrir o caderno branco e ver que tinha arranjos para guitarra de ‘Ramo Verde’, ‘Se queres que o carro cante’ e mesmo a Cântiga (‘Noturno’) de Curros e Salgado, levei uma intensa alegria. Em 2007 toquei uma seleção daquelas peças no Teatro Municipal de Bragança com motivo do 6º Colóquio Anual da Lusofonia, depois soaram no Conservatório de Compostela e mais lugares. Naquela altura já tinha decidido que conhecer, estudar e explicar a história da guitarra galega seria um dos objetivos do meu estudo musical. Como era muito inocente, não sabia que o propósito iria levar mais de uma década e quem sabe se a vida inteira.

A revista #Furman217 é uma iniciativa da diáspora ibérica realizada nos Estados Unidos que respeita todas as línguas peninsulares. Colaboro neste número com um artigo sobre guitarra galega em que resumo algumas das ideias que estou a tratar na minha tese de doutoramento "A guitarra na Galiza".

Revista Furman217, n.º 3 (2018). Completa.

Artigo "A guitarra galega", Furman217, n.º 3, p. 86-93.

 

O pesquisador Miro Cerredelo publica no seu blogue Historia de Xinzo o meu artigo sobre a vida e obra do guitarrista galego Eulogio Gallego Martínez. Grata pela atenção e por tanto trabalho de pesquisa na zona de Ginzo de Límia.

O guitarrista galego Eulogio Gallego Martínez

1.- A família de Eulogio Gallego Martínez. A sua vila natal.

O guitarrista Eulogio Gallego Martínez nasceu em Ginzo de Límia o dia 2 de setembro de 1880[1]. Era filho de Santos Gallego Ballesteros (ca. 1851 – 1919), natural de Boia (Aliste) e Leonarda Martínez Sánchez (ca. 1858 – 1941), natural de Terroso (Seabra), os quais regentavam uma pousada na vila limense[2].