Isabel Rei Samartim

Publicações

Discos, livros, artigos e partituras

Apontamentos para uma história das violas/guitarras insulares e peninsulares

Artigo publicado na Revista Portuguesa de Educação Artística, vol. 9, nº 1, p. 47-71. 2019.

A viola no século XIX: Música de salão na Madeira

Música para viola/guitarra do s. XIX achada em manuscritos madeirenses.Direção Regional de Educação, Serviços de Educação Artística e Multimédia, Madeira, 2014.

Poesia e prosa de Luís Amado Carvalho

Atualização dos textos em português galego do poeta pontevedrês, Luís G. Amado Carvalho, com comentários musicais, publicada pelas Edições da Galiza em 2012.

Suite Rianjeira

Partitura da Suite Rianjeira e artigo de J. L. do Pico Orjais, 2010.

1. Como queres que navegue... (Alalá)
2. Foliada Rianjeira
3. Todos dizem que me caso... (Pandeirada)
4. Alalá
5. Moinheira
6. Marinheiro de Rianjo

Contato

Isabel Rei Samartim
Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela
Rua Monte dos Postes, s/n 
15.703 Santiago de Compostela, Galiza
www.conservatoriosantiago.gal
isabelrei@edu.xunta.gal
isabelreibr@yahoo.com.br

Bio musical

Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza). Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra (1995). Estuda, entre outr@s grandes intérpretes, com David Russell e, mais tarde, com Thomas Müller- Pering na Hochschule für Musik «FranzListz» de Weimar (Alemanha), onde realiza o curso de pós-graduação (2004-2006). 
Foi premiada no Ciclo de JóvenesIntérpretes da Fundação Pedro Barrié de la Maza (Crunha, 1999), no ConcursoInternacional de Guitarra de Cantabria (Comillas, 1999), no Concorso Internazionaledi Chitarra Fernando Sor (Roma, 2001) e nos Concursos Internacionais de Guitarra Vila dePetrer (Alacante, 2002) e Andrés Segovia de Linares (Jaén, 2002). 
Tem participado nos Festivais de Guitarra de Udine (Friuli, Itália, 2002, 2005, 2008, 2013) e Festival de Primavera (Vigo, 2004, 2005, 2006, 2007), atuando também no Via Stellae (Compostela, 2006) e Festigal (Compostela, 2007), na Semana do Corpus (Lugo, 2002) e nos Colóquios da Lusofonia (Bragança, Lagoa, Brasil e Belmonte, 2006, 2007, 2009, 2010 e próximo abril 2021) e no Festival Guitarras Mágicas, Sever do Vouga (2016). Tem atuado no Brasil (Rio de Janeiro e Florianópolis, 2010) e toca frequentemente na Galiza e Portugal, em festivais como o MundaLusófono (Montemor-o-Velho, 2015) ou o Festival da Cultura Lusófona (Portalegre, 2015). 
É sócia da Associação Internacional Colóquios da Lusofonia (AICL), académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) e membro do Patronato da Fundação AGLP. Em 2007, durante a Sessão de Inauguração da Academia, estreou a Suite para guitarra Deu-la-deu do compositor galego Rudesindo Soutelo e uma seleção de obras do espólio musical da família Valladares. 
Em 2010 estreia a Suite Rianjeira com arranjos para guitarra de seis melodias populares da vila de Rianjo. Em 2011 toca a Suite Céltica com arranjos para guitarra de melodias populares dos países célticos, e participa na homenagem a Rosália Castro, em Padrão. Em janeiro de 2020 participa na homenagem a Daniel R. Castelão frente ao Panteão de Galegos Ilustres. 
Em 2014 publica com o patrocínio do Governo Regional da Madeira o disco intitulado A viola no s. XIX. A música de salão na Madeira, com uma seleção de obras de dois novos manuscritos madeirenses achados no Funchal pelo musicólogo português Manuel Morais. 
Atualmente trabalha como professora no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela, atividade que combina com os seus recitais e a elaboração da sua tese de doutoramento de próxima apresentação intitulada A guitarra na Galiza, dirigida pelo catedrático da Universidade Complutense de Madrid, Javier Suárez-Pajares, a conter o relato de uma história da guitarra/viola na Galiza e uma relação de documentos que avalizam o uso de cordofones dedilhados desde os antecedentes no século XII até ao XIX.

Bio académica

TITULAÇÕES 
1995. Título Superior de Guitarra. Conservatório Superior de Música da Corunha. 
2004-2006. Estudos Complementares em Música (Guitarra). Hochschule für Musik Franz Liszt, Weimar.
2011. Diploma de Estudos Avançados. Universidade de Santiago de Compostela. Faculdade de História, Geografia e História da Arte. 
2015. Língua portuguesa, nível B2. Escola de Línguas, Compostela. 
2016. Língua portuguesa, nível C1. Instituto Camões, Lisboa. 

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL 
1995-2005. Professora de Guitarra em vários conservatórios de Grau Profissional e Superior na Galiza.
2005-2020. Professora no Conservatório Profissional de Santiago de Compostela.

COMUNICAÇÕES 
1999: Rodríguez Mayán, C. e Rei Sanmartim, I. A recuperação da música do povo na Galiza: À procura de uma voz perdida. Atas do Congresso de Cultura Popular, III, p. 159-180. Maia: Câmara Municipal. 
2009: 
- A guitarra no Arquivo Valladares: música galega na lusofonia. Atas/Anais 11º Colóquio da Lusofonia (31 mar - 4 abr). Lagoa (Açores): Colóquios da Lusofonia. 
- Guitarra e poesia: Rosalia de Castro e Avelina Valladares, escritoras e músicas da lusofonia. Atas/Anais 12º Colóquio da Lusofonia (30 set - 3 out). Bragança: Colóquios da Lusofonia. 
2016: Um tesouro recuperado. A partitura de Evangelino Taboada. Publicada em Busto et al. (2017). IV Encontro Mocidade Investigadora 9 a 10 de xuño 2016, p. 282. Compostela: Servizo de Publicacións e Intercambio Científico da USC. 
2017: A música para guitarra do Arquivo Valladares. Publicada em Camoiras et al. (2018). V Encontro Mocidade Investigadora 12 a 13 de xuño 2017, p. 339. Compostela: Servizo de Publicacións e Intercambio Científico da USC. 
2018: Três mulheres guitarristas galegas. VI Encontro Mocidade Investigadora 12 a 13 de xuño 2018. Sem publicação. 
2019: Nova abordagem do discurso histórico sobre a guitarra/viola peninsular. IV Simposio Internacional EDiSo (Vozes, silêncios e silenciamentos nos estudos do discurso), 5 a 7 de junho de 2019. Universidade de Santiago de Compostela. Sem publicação. 
2020: Mulheres guitarristas galegas. Comunicação apresentada ao 33º Colóquio da Lusofonia a realizar de 1 a 5 de abril em Belmonte. Adiado para 2021 por Covid-19.

ARTIGOS 
2009: 
- Notas sobre quatro peças para guitarra do Arquivo Valladares. Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa(2), p. 191-200. 
- Orjais, J. L. d. P. e Rei-Samartim, I. Música de la misa de S. Miguel de Sarandão (1861). Etno-Folk. Revista galega de etnomusicoloxía(13), p. 9-27. 
2011: Um cancioneiro estradense. A Estrada. Miscelánea histórica e cultural(14), p. 251-260. 
2012: Prólogo de Froles d'Ouro, caderno de música para guitarra de Manuel Herminio Iglesias. Baiona: Dos Acordes. 
2014: 
- Apontamentos para uma história social da música galega, Revista Identidades, p. 28-35. Revista digital: Casa Agostinho da Silva. 
- A viola no século XIX. Música de salão na Madeira. Lisboa: Glosas. Revista do Movimento patrimonial da música portuguesa(11), p. 90. 
2017: O guitarrista limião Eulogio Gallego Martínez (Ginzo de Límia, 02-09-1880). Publicado no blog Historia de Xinzo (www.historiadexinzo.wordpress.com, 21 de julho). 
2018: 
- A guitarra galega. Revista Furman217(3), p. 86-93. Revista digital. 
- O arquivo de música da família Valladares. A guitarra. A Estrada. Miscelánea histórica e cultural(21), p. 287-310. 
- Prólogo de Loureiro verde. 50 pezas para guitarra, caderno de música para guitarra de Manuel Herminio Iglesias. Baiona: Dos Acordes. 
2019: Apontamentos para uma história das violas/guitarras insulares e peninsulares. Revista Portuguesa de Educação Artística, 9(1), p. 45-71. 

LIVROS 
2010: Orjais, J. L. d. P. e Rei-Samartim, I. Ayes de mi país. O cancioneiro de Marcial Valladares. Baiona: Dos Acordes. 
2012: 
- Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho. Barcelona: Edições da Galiza. Adaptação ortográfica e notas ao texto. 
- Rei Samartim, I., Orjais, J. L. d. P. e Trillo, J. A música de seis poemas universais de Ernesto Guerra da Cal. Baiona: Dos Acordes. 
2013: Organização do caderno escolar Cantar-te-ei, Galiza. Homenagem a Rosalia nos 150 anos da publicação dos Cantares Galegos. Baiona: Dos Acordes. Trabalho com composições do alunado do Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. 
2014: Organização do caderno escolar As vozes das cores. Compostela: Conservatório de Santiago de Compostela e IES de Sar. Trabalho com composições do alunado do Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela em colaboração com o Liceu de Ensino Secundário do Sar (Compostela).

RELATOS 
2017: Erótika. Publicado em Blanco et al. Abadessa, oí dizer. Relatos eróticos de escritoras da Galiza. Compostela: Através Editora, p. 67-75. 

ARRANJOS 
2010: Orjais, J. L. d. P. e Rei-Samartim, I. Suite Rianjeira. Barbantia. Anuario de Estudos doBarbanza(6), p. 169-190. 
2011: Suite Céltica. Atas do III Congresso Internacional Os Celtas da Europa Atlântica, p. 19-35. Narom: Instituto Galego de Estudos Celtas, IGEC.
2012: "O neno da tenda" de X. Rubia, para voz e duas guitarras. Rei Samartim, I., Orjais, J. L. d. P. e Trillo, J. A música de seis poemas universais de Ernesto Guerra da Cal. Baiona: Dos Acordes.

DISCOS 
2013: Adaptação das letras no CD Oito canções de Juan Antonio Moreno Fuentes sobre poemas de Rosalia. Baiona: Dos Acordes. 
2014: Gravação de A viola no século XIX. Música de salão na Madeira. CD. Madeira: Direção da Educação Artística e Multimédia. Governo Regional da Madeira. 
2019: Participação no CD Na harmónica de Xico de Carinho. Compostela: aCentral Folque. Dois arranjos para harmónica e guitarra da Suite Rianjeira. 2020: Em projeto, disco com música dos arquivos históricos galegos para guitarra.

Udine 2013
Note di chitarra gallego-portoghesi

"dal titolo "Manoscritti Galleghi e Portoghesi", con protagonista l'impeccabile maestria tecnica e interpretativa della chitarrista spagnola Isabel Rei, vincitrice a Roma del prestigioso Premio Carla Minen".
Il Gazzettino
5 jun 2013

Udine 2008
Festival di chitarra

"Il secondo appuntamento sarà dominato dal carisma interpretativo della chitarrista spagnola Isabel Rei che evocherà, con straordinaria classe, i preziosismi di S. L. Weiss e le appassionate pulsazioni ritmiche di H. Villa Lobos".
Udine20.it
3 jun 2008

Udine 2005
Tra moderno e antico le corde di Isabel Rei

"una chitarra dotata di timbro rotondo e risonanze corpose, con un'accuratissima dinamica e una sapiente soavità...".
Il Gazzettino
6 jun 2005

Udine 2002
Isabel incanta con Tárrega

"l'interprete ha ben messo in luce, con ricercata espressione ed ottima cura del fraseggio, il linguaggio del Tárrega fondato su forme brevi...".
Messaggero Veneto
21 set 2002

Entrevistas

El Correo Gallego

5/2/2020

ECG: Hay una Isabel Rei profesora y alumna. ¿Quiénes fueron esos maestros que marcaron su evolución y que ayudaron a orientar una carrera que ya se ve consolidada?

IRS: Como estradense, comecei a estudar no Conservatório da minha vila, com Pelayo Redondo. Mais tarde, na Corunha, acabei a carreira com o profesor e amigo Antonio Rocha. Depois realizei cursos e aulas magistrais com numerosos intérpretes, dos que destaco o enorme David Russell e o meu professor alemão, o excelente Thomas Müller-Pering, com quem estudei na Hochschüle für Musik Franz Listz, em Weimar. Agora tento aprender de grandes pianistas como Maria João Pires a necessidade de achar o estilo próprio, a sinceridade com nós mesmas, que é a forma mais perfeita de realizar-se através da interpretação musical.

Blog da Associação de Poetas e Escritores de Santa Cruz

 28/6/2017

Isabel: Galiza é esse lugar onde os moradores se chamam de galegos, quer dizer, galego é um gentílico, uma palavra que designa os indivíduos segundo o seu local de procedência e não somente um adjetivo a indicar a cor da pele. É bem certo que @s galeg@s, como a maior parte de europeus, costumamos ser pessoas de pele clara, mas existem galeg@s de todas as cores, tanto na Galiza quanto no mundo, pois a nossa população está também muito estendida devido às contínuas emigrações. É possível que essa ideia do galego ser pessoa de pele clara se tenha formado na afluência da emigração galega ao Brasil. Não parece casual que precisamente o nosso gentílico, hoje desconhecido no Brasil, tenha sido a palavra escolhida para representar pessoas que são como nós. Por significar "cor da pele" ele passou a ser aplicado a todo tipo de pessoas com essas características. Acho muito simpático que no Brasil pessoas com apelido alemão, italiano ou inglês sejam adjetivadas de "galegos". É a grandeza do Brasil, país-continente que para os galegos da Galiza é nosso grande netinho querido.

Diário Liberdade

3/8/2016

DL: A música clássica é percebida como elitista, mesmo frequentemente em contraposição à música popular. Por que?

Isabel Rei Samartim: Porque a construção de sentido até agora tem sido obra das elites. A música não escapa à narração da sua história por parte dos dominadores. O que entendemos por "música clássica" é, na maior parte, música de outras épocas e quase sempre doutros países diferentes ao nosso. Temos de decidir se assumimos o discurso da elite, se nos é suficiente com essa explicação macdonalizada da música, ou se decidimos encontrar-nos com ela de uma maneira mais autêntica. @s chamados grandes da música clássica costumaram ser pessoas humildes: Bach era um escravo que foi preso até cumprir um contrato, Mozart e Beethoven eram gente pobre que passou fome na sua vida. Isso sem esquecer o machismo da narração elitista. Desde Cristina de Pisano até às irmãs Boulanger, passando pelas Bárbara Strozzi e Clara Schumann, as mulheres tiveram de fazer-se a si mesmas, lutando contra tudo e contra todos para construir um espaço como mulheres e músicas. Elas também fazem parte disso que conhecemos como música clássica.